Guia · 4 min de leitura
Quanto custa um vídeo institucional — e o que faz o preço mudar
Não existe preço de tabela para vídeo institucional. Duas propostas para “um vídeo de dois minutos” podem ter valores muito diferentes e as duas estarem certas — porque descrevem filmes diferentes. Este guia mostra o que está por trás do número e como comparar orçamentos com segurança.
Ekoa Creative · Atualizado em 2 de outubro de 2026
Por que não existe preço fixo
A duração final é o que menos explica o preço. Um filme de dois minutos pode ser gravado em uma diária, por uma pessoa, num escritório. Ou em três diárias, com equipe de seis, em três cidades, com drone e cinco entrevistados. Na tela, os dois têm dois minutos.
O que define o valor é o escopo: quantos dias de gravação, quanta gente na equipe, quanto trabalho antes e depois de gravar, e quantas versões saem no final. Quem responde “quanto custa” sem perguntar nada disso está vendendo um pacote — e o pacote raramente cabe no seu filme.
Os oito fatores que definem o valor
Toda proposta séria de vídeo institucional é a soma destes itens. Saber o peso de cada um é o que permite ajustar o projeto à verba sem perder o que importa.
- 1Dias de captação. A diária é a unidade de medida de uma produtora. O número de diárias depende de quantos locais serão gravados, da distância entre eles, de quantas pessoas falam e de quantos planos de operação o filme precisa.
- 2Tamanho da equipe. Um videomaker sozinho resolve um depoimento simples. Um institucional com padrão de cinema pede diretor, diretor de fotografia, assistente de câmera, som direto e produção — cada função libera as outras para fazer o seu melhor.
- 3Equipamento. Câmera de cinema, lentes, luz, estabilizador, drone e microfones de lapela. Luz e som são os que mais separam um vídeo amador de um profissional, mais do que a câmera.
- 4Roteiro e pré-produção. Imersão com a liderança, roteiro, agenda de gravação, escolha de locações e autorizações. É trabalho que não aparece na tela e é o que mais evita refação.
- 5Entrevistas e elenco. Cada pessoa que fala exige preparação, tempo de gravação e, depois, horas de decupagem. Atores ou modelos acrescentam cachê, teste e figurino.
- 6Pós-produção. Montagem, tratamento de cor, trilha, locução, legendas e animação de textos e gráficos — mais as rodadas de revisão previstas.
- 7Versões e formatos. Além do filme principal, cortes de 15 a 60 segundos, versões verticais para redes, legendas em outro idioma. Como a captação é a mesma, cada versão a mais custa só edição.
- 8Deslocamento. Fora da cidade-base da produtora, entram viagem, hospedagem e diárias de deslocamento da equipe.
Quer saber o que entra no seu projeto? Mande o pedido e receba uma proposta item a item.
Pedir orçamentoO que costuma ficar de fora — e vale perguntar
Muita diferença entre orçamentos não está no que eles incluem, mas no que deixam de fora sem avisar. Antes de comparar, confirme:
- Direitos da música: por quanto tempo e em quais meios o filme pode ser veiculado com aquela trilha.
- Rodadas de alteração: quantas estão incluídas e quanto custa uma rodada extra.
- Material bruto: se você recebe as gravações originais ou só o filme pronto.
- Locação, atores e figurino: se estão no orçamento ou ficam por sua conta.
- Impostos e nota fiscal: se o valor apresentado já é o valor final, com nota.
- Formatos de entrega: resolução, proporções e versões para cada canal.
Como comparar dois orçamentos
Coloque as propostas lado a lado e compare item por item, não o total. Uma tabela simples resolve:
| Item | O que verificar |
|---|---|
| Diárias | Quantas, onde e com que duração |
| Equipe | Quais funções estarão no set |
| Roteiro | Incluído, ou você entrega pronto |
| Entregáveis | Duração do filme principal e número de versões |
| Revisões | Quantas rodadas estão previstas |
| Prazo | Data de entrega e o que depende de você |
| Direitos | Música, imagem e tempo de uso |
| Pagamento | Parcelas e em que etapa cada uma vence |
Como fazer a verba render mais
- Aprove o roteiro antes de gravar. Mudar a história depois de filmada custa uma nova diária; mudar no papel custa uma conversa.
- Concentre a captação. Entrevistas no mesmo local e no mesmo dia rendem mais que três idas a campo.
- Planeje as versões de uma vez. Pedir os cortes para redes junto com o filme principal sai bem mais barato do que encomendar depois.
- Tenha um decisor. Aprovação com muitas pessoas e nenhuma palavra final multiplica as rodadas de revisão.
- Diga a verba. Informar a faixa de investimento não encarece o orçamento. Ajuda a produtora a desenhar a melhor solução dentro dela, em vez de propor um filme que você não vai contratar.
O que mandar para receber um orçamento preciso
Quanto melhor o pedido, mais exata a proposta. O mínimo é responder: para que serve o vídeo, quem vai assistir, onde ele vai rodar, quantos locais e quantas pessoas aparecem, qual o prazo e qual a faixa de verba. O guia de briefing tem um modelo pronto para copiar.
Na Ekoa, o caminho é curto: uma conversa rápida para entender o projeto e, em seguida, uma proposta por escrito, item a item — com duas opções de escopo quando o projeto permite, para você escolher onde investir. Veja como funciona o nosso filme institucional.
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